Conselho Federal de Odontologia boicota eleição em SC

O Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina (CRO-SC) votou, no passado mês de novembro de 2018, a escolha do seu presidente. O presidente em exercício, Murilo Rosa, foi reeleito, numa votação que pôde ser feita por celular, tablet ou computador. Entretanto, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) boicotou o resultado dessa eleição, rejeitando a necessária homologação. Em decisão comunicada publicamente no último dia 21 de fevereiro, o CFO aponta “vícios insanáveis” à prática de gestão do cirurgião-dentista catarinense para justificar sua recusa.

De acordo com o site NSC Total, Murilo Rosa aponta que a decisão foi apenas política, pelo fato de ele ser oposição à direção atual do CFO. O caso vai seguir na Justiça.

Que ‘vícios’ alegou o CFO?

Segundo o site ND+, o CFO encontrou quatro irregularidades, determinantes para justificar a recusa de aprovação da vitória eleitoral do dirigente barriga-verde:

  • utilização de e-mail institucional para campanha eleitoral;
  • solicitação, às secretarias municipais de saúde, de cirurgiões-dentistas para servirem como mesários;
  • nomeação de mesários para o 2.º turno;
  • usurpação de competências do presidente da Comissão Eleitoral.

Sobre Murilo Rosa

O cirurgião-dentista Murilo Rosa se formou em 1980 e vem acompanhando as grandes transformações técnicas que sua ciência conheceu nas últimas décadas. Em 2017, a propósito da comemoração do Dia do Profissional de Odontologia (25 de outubro), falou à mídia da importância da resina composta, das lentes de contato (para dentes) e dos clareadores – um conjunto de materiais e técnicas inexistentes no início da década de 1980.

Quando o dr. Rosa se formou, a técnica dos implantes dentários ainda não era conhecida fora da Suécia, onde foi desenvolvida. O médico falou também, nessa ocasião, da grande importância dos implantes dentários como solução sólida e definitiva.

Sobre seu mandato, o presidente declarava que estava modernizando o CRO-SC, apostando na “fiscalização do exercício profissional” e na digitalização dos serviços administrativos. Talvez sem adivinhar, à época, a polêmica que viria em 2019.