A osseointegração de implantes dentários pode ser mantida por décadas. Este fato já foi demonstrado pelos maiores peritos internacionais em odontologia, na especialidade de implantes dentários. Só é necessário que sejam verificadas todas as condições corretas.

Os primeiros oito meses

Os primeiros tempos após a operação de implante são decisivos. De forma resumida, o osso vai reagir ao objeto estranho e, se tudo progredir da melhor forma, novo tecido vai crescer e se integrar com o metal, gerando o processo de osseointegração. Após os primeiros oito meses, se o implante não caiu por fatores correntes (principalmente pela força utilizada na mastigação e na utilização do maxilar), não será por esse motivo que ele irá cair.

Doença periimplantar

Esse é o principal problema no médio e longo prazo. O implante pode estar solidamente fixado ao osso, mas se a estabilidade biológica do mesmo estiver ameaçada, os tecidos moles na zona em volta do implante irão ceder e, em um futuro mais distante, ele irá cair. Mesmo que o paciente não faça demasiada força. Em uma comparação incorreta mas que permite visualizar o problema, é como se o osso ficasse podre por dentro.

Como evitar a doença periimplantar?

O segredo está na colaboração entre o profissional e o paciente. O profissional tem duas tarefas:

  • Utilizar bons materiais
  • Pressionar o doente no sentido de higienizar

Os bons materiais não quebram nem ficam desgastados, no curto ou no longo prazo. Mas mesmo o melhor implante pode levar ao aparecimento da doença periimplantar se não houver uma correta higienização bocal. Pode levar ao aparecimento do que os técnicos chamam de “biofilme”, que vai afetar não o dente, claro, mas o osso na raiz do dente.

O paciente deve lembrar-se que o dente falso não lhe retira a responsabilidade de manter as melhores condições higiênicas em sua boca.