A osseointegração, também referida como osteointegração em respeito à origem grega da palavra, “osteon” (osso), é a integração no osso de corpos ou elementos estranhos. O termo é utilizado em medicina a propósito da colocação de implantes artificiais, com diversas funções, sendo necessário que o osso onde são fixados reaja de forma positiva e integre esses elementos, formando com ele uma só unidade, sólida e estável. Tendo o osso este tipo de propriedades, a osseointegração permite diversas possibilidades médicas.

História

As primeiras observações neste campo foram feitas na década de 1940, em animais. Em 1952, o investigador sueco Per-Ingvar Brånemark, que veio a ser considerado o “pai da implantologia moderna”, realizou experiências com coelhos e titânio. Observou que as peças de metal ficavam tão completamente fixas ao osso que poderiam ser concebidas com diferentes fins. Durante a década de 1960, começaram a surgir os primeiros experimentos e tratamentos com implantes dentários.

Resistência acadêmica

Brånemark não foi aceito com facilidade na comunidade científica sueca. Sua própria universidade retirou o financiamento, pois suas teorias eram ridicularizadas e não consideradas como possíveis. Ele continuou suas investigações junto com empresas privadas – que acreditaram em seu trabalho – e só na década de 1980, por ação de George Zarb, especialista dentário canadense, as técnicas do sueco se tornaram conhecidas mundialmente.

Hoje em dia, o tratamento é comum e banal em dezenas de países do mundo, com milhões de pessoas provando que Brånemark estava certo.

Novos desenvolvimentos

Na atualidade, a osseointegração começa sendo utilizada em outros campos da medicina, principalmente para o apoio a amputados. Em 2010, o doutor Munjed Al Muderis, australiano de origem iraquiana (antigo refugiado, fugido do regime de Saddam Hussein) e cirurgião ortopédico, apresentou o primeiro caso de integração do osso em um amputado com hastes de titânio que permitem, de forma artificial, reconstruir o membro, melhorando imenso a qualidade de vida do paciente.